24 de Fevereiro de 2026,10h00
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Durante os dias de festa, São Paulo retirou 674 toneladas de resíduos das ruas e avenidas onde ocorreram os blocos e desfiles.
Desse volume, 130 toneladas seguiram para reciclagem e reforçaram a importância da coleta seletiva em grandes eventos, além do papel estratégico das cooperativas de catadores.
A estrutura montada para o Carnaval incluiu uma Central de Reciclagem responsável por receber quase 26 toneladas de materiais como latas de alumínio e embalagens plásticas.
Após a triagem, os recicláveis foram destinados às cooperativas parceiras, inclusive as que atuam na região do Ibirapuera, e garantiram geração de renda a trabalhadores que sustentam a cadeia da reciclagem na capital.
Para dar conta da demanda, o município espalhou milhares de pontos de descarte ao longo dos circuitos. Foram mais de três mil cestos aramados, cinco mil papeleiras, centenas de PEVs e mais de mil contêineres.
A estratégia permitiu que as vias fossem liberadas, em média, 40 minutos após o término dos blocos. A limpeza contou ainda com uso de 2,3 milhões de litros de água de reuso e quase sete mil litros de desinfetante.
No Sambódromo do Anhembi, onde ocorreram os desfiles das escolas de samba, foram recolhidas 55 toneladas de resíduos em quatro dias, com apoio diário de 160 profissionais e frota específica de veículos.
Os números mostram que planejamento e infraestrutura fazem diferença, mas a participação do público também é decisiva.
Quando o folião descarta corretamente latas, garrafas e embalagens nos recipientes adequados, aumenta a taxa de reaproveitamento e reduz o envio de materiais para aterros sanitários.
Vale lembrar que cada tonelada reciclada representa economia de recursos naturais, redução de emissões de gases de efeito estufa e fortalecimento do trabalho de milhares de catadores no Brasil.
Em um país onde a maior parte da reciclagem passa pelas mãos desses profissionais, separar resíduos de forma correta é também uma atitude de responsabilidade social.
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