08 de Agosto de 2025,10h00
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Você sabia que as embalagens retornáveis são muito mais sustentáveis do que as descartáveis?
Esse modelo de economia circular, que já foi regra no comércio brasileiro, permite que o mesmo recipiente seja utilizado dezenas de vezes antes de ser reciclado ou descartado.
No entanto, apesar das vantagens ambientais, ele praticamente desapareceu nas últimas décadas no país.
Mas por que isso aconteceu?
Com a expansão das grandes redes de varejo e a busca incessante pela redução de custos logísticos, muitas empresas abandonaram o sistema retornável e passaram a optar por embalagens teoricamente recicláveis ou de uso único.
A decisão, motivada sobretudo por interesses de mercado e lucro, gerou uma crise mundial e agravou os impactos ambientais da sociedade de consumo.
Dados da ONU indicam que o mundo produz mais de 400 milhões de toneladas de plástico por ano e metade desse volume é destinado a produtos descartáveis e sem reciclablidade.
Nesse cenário alarmante, o Tratado Global Contra a Poluição Plástica, promovido pelas Nações Unidas, surge como uma esperança.
O acordo, ainda em fase de negociação entre os países membros, pode estabelecer regras internacionais para proibir plásticos de uso único e incentivar modelos mais sustentáveis, como o das embalagens retornáveis.
A próxima rodada de negociações está marcada para começar nesta terça-feira (5) em Genebra, Suíça, e especialistas apontam que este pode ser o passo mais importante já dado pela comunidade internacional para conter a crise.
Caso seja aprovado, o tratado pode obrigar empresas a reverem seus modelos de produção e ampliar a responsabilidade sobre os resíduos que colocam no mercado.
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