28 de Novembro de 2025,10h00
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Durante a COP30, encerrada no última semana em Belém (PA), o governo federal anunciou a criação de uma entidade pública responsável por gerenciar, rastrear e certificar os dados de reciclagem em todo o país.
A medida promete elevar a credibilidade do setor e reduzir práticas de greenwashing em larga escala.
Hoje, de acordo com dados oficiais, o país recicla apenas 8% das quase 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com potencial de reaproveitamento, enquanto a geração total ultrapassa 80 milhões de toneladas por ano.
O novo modelo surge para enfrentar esse abismo ambiental e econômico. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a entidade terá autoridade para regular todas as cadeias de materiais, definir critérios de comprovação e garantir números auditáveis, comparáveis e alinhados às regras de logística reversa.
Entre as diretrizes, destacam-se a regulação de todos os recicláveis e a exigência de conteúdo reciclado mínimo em novas embalagens, além do rastreamento completo da cadeia, da cooperativa de catadores até a indústria.
A articulação envolve governos, empresas e organizações setoriais e reforça o compromisso com uma política nacional de economia circular mais robusta.
Ao mesmo tempo, o governo também anunciou a expansão da plataforma Recircula Brasil, criada pela Abiplast e ABDI.
A solução já rastreou 50 mil toneladas de plástico e deve atingir 250 mil toneladas até 2026.
Com tecnologia baseada na conferência de notas fiscais, o sistema confirma origem e destino do material e reduz fraudes ao longo do processo.
Agora, a plataforma será ampliada para setores como alumínio e têxtil, dentro de uma Sociedade de Propósito Específico pública que manterá a confidencialidade dos dados.
De acordo com o MMA, a Recircula Brasil terá capacidade para verificar até 27 milhões de toneladas de resíduos por ano.
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